A Igreja Evangélica Brasileira, fundada por determinação de Deus em 11 de setembro de 1879, por intermédio do Doutor Miguel Vieira Ferreira, republicano histórico, signatário do manifesto de 1870 e, então, propagandista ardente do novo regime, focalizando o 105º aniversário do estabelecimento da obra em São Paulo e o 135º do natalício do 3º Pastor, Reverendo Israel Vieira Ferreira (o Filho da Promessa), transcreve a publicação feita em 1943 comemorando estas efemérides.

“Belo e impressionante testemunho de fé esta sendo dado pela Igreja a todos os homens na comemoração singela mas suntuosa de dois fatos nela ocorridos, fatos esses em que transparece a confiança ilimitada dos servos do Senhor nas promessas gloriosas de seu Deus!

Com efeito, no momento mais intenso da luta tétrica travada pelo adversário visando destruir a obra do Altíssimo, inicia-se em São Paulo um trabalho nascido sob as mais duras contingências e provações, mas firmado numa revelação positiva do Céu, que assegurava seu pleno e absoluto êxito.

Era o primeiro fruto do atual Pastorado que se esboçava, promissor, na planta que, pujante de seiva, cheia de graça, deixava entrever na flor, que apenas desabrochava, o que de modo inconcusso vinha testemunhar o fiel cumprimento daquilo que predissera Miguel sobre o atual Pastor!

E a luta prolongou-se, aumentando sempre de violência, sendo a condição física do Filho da Promessa tão precária então, que julgavam os inimigos da obra ver ruir, na pessoa da Pastor, o majestoso monumento de fé que, lento mas de modo mui seguro, se erigia no planeta!

E a batalha prosseguiu cada vez mais feroz, e o poder de Deus cada vez mais acentuado se manifestou em bem daqueles que a Ele plenamente obedeciam.

E agora, transcorridos trinta anos, vemos surgir no numeroso e fiel povo que em São Paulo acorre à casa do Altíssimo, o rutilante dístico que, na flâmula empunhada por Miguel, afirma a toda criatura humana, de modo enfático, a verdade inconteste que se encontra no lema: “Quem é como Deus” – e que, como guião desfraldado aos quatro ventos, conduz a Igreja a seus destinos gloriosos!

E, embora predominando ainda a imperfeição, que é apanágio da condição humana, entre aqueles que vivem do Senhor e para o Senhor, já se pode divisar que, na terra se estabelece o Trono da Graça onde pontifica Aquele que É, sendo adorado de modo consciente por Seus servos.

A saúde do Pastor novamente combalida, como que parece, com isso, querer de algum modo empanar o brilho de tão importante fato. Mas, que importa a vida do homem?! Sessenta anos de laboriosa existência, nele, dão cabal testemunho da magnanimidade do Senhor e, assim concitando seus irmãos a fazer sempre fulgir em sua ação a luz do Céu, o Pastor, dando à sua vida física a importância limitada e relativa que lhe é peculiar, faz sentir a responsabilidade dos que constituem a Igreja na execução da grandiosa e sublime missão que, afeta ao Príncipe Miguel, terá de ser levada a término pelos que, na Casa do Altíssimo, cheios da virtude celestial, deverão transmitir o bem que não é terreno, as almas predestinadas para a salvação, exalçando-se assim, em breve e de modo perfeito aqui na terra, o nome do Pai e de Seu bendito Filho. Amém.”

(“A Noite” – 5 set 1943).